“A convicção de que a aprendizagem é um processo de construção discente baseada nas interações explica a centralização do aluno no processo de aprendizagem. (...) O professor não é somente ator na rede de interações, mas sobretudo autor. Ele provoca e disponibiliza a rede de interações, tomando por base os fundamentos da interatividade. É nessa materialidade comunicacional que ele expressa sua autoria. Aliás, manter essa materialidade, essa ambiência, já constitui sua autoria”.
O autor, com a definição de “Pedagogia Interativa”, quer aplicar um dos propósitos da implantação de novas tecnologias na Educação: oferecer aos educadores as condições conceituais e materiais para que vivenciem, no seu cotidiano, a pedagogia da autoria.
Há diversos trabalhos sobre Pedagogia Interativa e aplicação de Novas Tecnologias em sala de aula. Vejamos como a concepção de programas de Formação Continuada em Novas Tecnologias na Educação implica uma formatação inovadora. Vilches (2003, pág. 24) chama a atenção sobre os efeitos da interatividade propiciada pelas tecnologias digitais ao afirmar que:
“A interface não é um complemento de ver, como o controle remoto: é o centro da interação, a verdadeira zona de produção das novas relações sociais que regerão o uso da comunicação digital. Desse modo, a interatividade permite aos usuários usarem as mídias para organizar seu espaço e seu tempo, e não o inverso, como acontecia com os meios tradicionais baseados na manipulação das imagens e dos sons, a partir de um centro emissor”.
De acordo com a proposta metodológica, e a exemplo do que ocorre na TV na Escola e os Desafios de Hoje, cada módulo deveria conter, em si próprio, o aspecto teórico, de exploração das linguagens específicas à tecnologia ou conteúdo tratado, e suas interseções com o ambiente social, os seus impactos no âmbito educativo e, por último, sua apropriação pelo educador como ferramenta de autoria e de formação de autores.
As três dimensões descritas deveriam ter como ponto de partida um desafio, uma situação que remetesse o educador para seu cotidiano e exigisse dele algum tipo de intervenção. Todo o percurso de aprendizagem deveria ter, como ponto de chegada, uma proposta de atuação que constituiria objeto de análise e reflexão para o educador.
Outro exemplo de aplicação é a implementação de novas tecnologias na UAB (Universidade Aberta do Brasil) e instituições de nível superior em geral. O Programa de Educação Continuada Mídias na Educação é, em primeiro lugar, uma oportunidade de preparação de tutores e outros profissionais ligados à produção e à implementação dos novos cursos, sem custos de elaboração de programas específicos.
Há, também, uma possibilidade de inserção dos conteúdos em seus programas de graduação, pós-graduação e extensão.
As estratégias didático-pedagógicas do programa Mídias na Educação podem inspirar e orientar os autores dos programas da UAB no desenho de seus cursos.
O autor, com a definição de “Pedagogia Interativa”, quer aplicar um dos propósitos da implantação de novas tecnologias na Educação: oferecer aos educadores as condições conceituais e materiais para que vivenciem, no seu cotidiano, a pedagogia da autoria.
Há diversos trabalhos sobre Pedagogia Interativa e aplicação de Novas Tecnologias em sala de aula. Vejamos como a concepção de programas de Formação Continuada em Novas Tecnologias na Educação implica uma formatação inovadora. Vilches (2003, pág. 24) chama a atenção sobre os efeitos da interatividade propiciada pelas tecnologias digitais ao afirmar que:
“A interface não é um complemento de ver, como o controle remoto: é o centro da interação, a verdadeira zona de produção das novas relações sociais que regerão o uso da comunicação digital. Desse modo, a interatividade permite aos usuários usarem as mídias para organizar seu espaço e seu tempo, e não o inverso, como acontecia com os meios tradicionais baseados na manipulação das imagens e dos sons, a partir de um centro emissor”.
De acordo com a proposta metodológica, e a exemplo do que ocorre na TV na Escola e os Desafios de Hoje, cada módulo deveria conter, em si próprio, o aspecto teórico, de exploração das linguagens específicas à tecnologia ou conteúdo tratado, e suas interseções com o ambiente social, os seus impactos no âmbito educativo e, por último, sua apropriação pelo educador como ferramenta de autoria e de formação de autores.
As três dimensões descritas deveriam ter como ponto de partida um desafio, uma situação que remetesse o educador para seu cotidiano e exigisse dele algum tipo de intervenção. Todo o percurso de aprendizagem deveria ter, como ponto de chegada, uma proposta de atuação que constituiria objeto de análise e reflexão para o educador.
Outro exemplo de aplicação é a implementação de novas tecnologias na UAB (Universidade Aberta do Brasil) e instituições de nível superior em geral. O Programa de Educação Continuada Mídias na Educação é, em primeiro lugar, uma oportunidade de preparação de tutores e outros profissionais ligados à produção e à implementação dos novos cursos, sem custos de elaboração de programas específicos.
Há, também, uma possibilidade de inserção dos conteúdos em seus programas de graduação, pós-graduação e extensão.
As estratégias didático-pedagógicas do programa Mídias na Educação podem inspirar e orientar os autores dos programas da UAB no desenho de seus cursos.
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Questão: Nas resenhas anteriores, procurou-se destacar sempre a preocupação com o público a qual estaria se aplicando a implementação de novas tecnologias. Este texto, além disto, enfoca a formação e o papel do educador. Como as novas tecnologias podem contribuir para a formação dos "autores" que o texto faz referência?