quinta-feira, 12 de abril de 2007

Resenha sobre o texto “Dinamizadores de Inteligência Coletiva”

O texto “Dinamizadores de Inteligência Coletiva” contrapõe totalmente o sistema conservador de ensino. Ele substitui a figura do “professor” do sistema tradicional pela figura do “dinamizador da inteligência coletiva”.
Este texto foi desmembrado em 05 elementos diferentes, que procurarei fazer uma breve análise:
01. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber: Significa dizer que o dinamizador tem que se preocupar em instigar o seu grupo a desenvolver diferentes caminhos na solução de um determinado problema, não se preocupando com o resultado final, como é feito no sistema tradicional. O dinamizador passa a ser um companheiro e não mais aquela figura “opressora” ou “onipotente”. Ele está ali para ser mais um alternativa para o desenvolvimento dos membros do seu grupo.
02. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes: O dinamizador não pode ser aquele instrutor que toma conta de uma sala de 40 alunos, querendo satisfazer à expectativa de todos. Ele tem que trabalhar com grupos escolares (equipes), respeitando as suas diferenças e desenvolver projetos. Cada integrante do grupo une sua experiência, contribuindo para o todo, não havendo nem a necessidade do líder, pois cada membro da equipe se soma.
03. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes, integrando as múltiplas competências dos estudantes com base em diagnósticos permanentes: É o complemento do item anterior. Aqui cabe salientar que a existência da nota torna-se pouco importante. Ela é usada, ao menos, como instrumento de classificação e de controle dos estudantes. As provas são realizadas com consulta. Seu maior objetivo é diagnosticar permanentemente o trabalho realizado pelos grupos, substituindo a avaliação tradicional realizada pela atribuição de notas.
04. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes, integrando as múltiplas competências dos estudantes com base de diagnósticos permanentes, convidando ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas realizadas: Neste novo modelo, a interdisciplinaridade não poderia estar de fora. O exemplo da robótica citado no texto, descreve a idéia que este item quer nos passar: os alunos da quinta série já discutiam sobre inércia e atrito, conteúdo que eles só veriam, talvez, na oitava série.
05. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes, integrando as múltiplas competências dos estudantes com base de diagnósticos permanentes, convidando ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas realizadas, promovendo a abertura dos espaços e dos tempos de aprendizagem para além da sala de aula e estimulando a comunicação interpessoal por meio da pluralidade de linguagem e expressões: Neste item há a inserção de um novo conceito: a educomunicação. Significa o diálogo interpessoal com a produção de trabalhos que incluam a proliferação de recursos de mídias. Este tipo de trabalho desenvolve nas crianças ou nos alunos, um raciocínio lógico e crítico. Isto está evidenciado no fato da autora citar em certa passagem do texto a atitude das crianças queriam negociar o próprio lanche, questionado o valor cobrado pelo mesmo. É o início do surgimento da consciência subjetiva.

Questão: O texto lido e analisado é, sem sombra de dúvidas, inovador. Mas para chegarmos a desenvolver este tipo de trabalho, há muitas resistências por parte do sistema tradicional de ensino. Quais seriam os exemplos destas resistências?

As Novas Tecnologias na Educação à Distância

A aplicação de novas tecnologias na Educação a Distância (EAD), especialmente aquelas ligadas à Internet, vem modificando o panorama dentro deste campo de tal modo que seguramente podemos falar de uma EAD antes e depois da Internet. Antes da Internet tínhamos uma EAD que utilizava apenas tecnologias de comunicação de um-para-muitos (rádio, TV) ou de um-para-um (ensino por correspondência). Via Internet temos as três possibilidades de comunicação reunidas numa só mídia: um-para-muitos, um-para-um e, sobretudo, muitos-para-muitos. É esta possibilidade de interação ampla que confere à EAD via Internet um outro status e vem levando a sociedade a olhar para ela de uma maneira diferente daquela com que olha outras formas de EAD.
Durante muito tempo educação a distância foi considerada, para usar as palavras do filósofo francês Pierre Lévy, uma espécie de "estepe" do ensino, utilizada principalmente quando outras modalidades de educação falhavam.
Se o sistema educacional convencional falhava em proporcionar escolaridade mínima a uma parcela significativa da população, então a educação a distância era chamada para suprir esta lacuna. Com isto, a sociedade se acostumou a olhar para a EAD como uma educação "de segunda categoria", a ser utilizada especialmente por aqueles que não tiveram oportunidade de uma educação presencial convencional. A linguagem e o formato dos programas de EAD por meio do rádio e da televisão mostravam que eles estavam dirigidos para uma parcela economicamente desfavorecida da sociedade, muitas vezes excluída do sistema educacional.
De repente, chega a Internet e os congressos e encontros de Educação a Distância lotam de gente interessada em conhecer as novas tecnologias a ela aplicadas. Jornais e revistas começam a dar destaque a projetos de escolas e universidades virtuais. E isto não é um fenômeno isolado, brasileiro. Mundialmente as melhores e mais caras universidades começam a montar seus campi virtuais e a oferecer Educação a Distância via Internet.
De um lado está o “charme” e o apelo da novidade: hoje tudo o que envolve Internet chama a atenção. De outro lado há a percepção clara de que estamos diante de uma tecnologia que permite coisas impensáveis em outras modalidades que utilizam outras tecnologias, como, por exemplo, a formação de comunidades virtuais de aprendizagem colaborativa, isto é, comunidades compostas por pessoas que estão em diversas partes do mundo e que interagem todas com todas sem que necessariamente estejam juntas ou conectadas na mesma hora e no mesmo lugar - em modo assíncrono, como dizem os especialistas.
Uma mensagem pode ser enviada num determinado horário para um grupo de 30 ou 40 pessoas que a lerão cada uma num horário diferente e a ela reagirão também cada uma no seu tempo, sustentando-se um debate por dias seguidos. Via Internet pode-se experimentar aprender junto com outros, interagindo com muitos, independente do tempo e do lugar de cada um.

Questão: O autor destaca no seguinte trecho: “Os pesquisadores e estudantes do mundo inteiro trocam idéias, artigos, imagens, experiências ou observações em conferências eletrônicas organizadas de acordo com os interesses específicos. Informatas de todas as partes do planeta ajudam-se mutuamente para resolver problemas de programação. O especialista de uma tecnologia ajuda um novato enquanto um outro especialista o inicia, por sua vez, em um campo no qual ele tem menos conhecimento...”.
Neste trecho destaca a interatividade como peça fundamental da educação. Mas se sabe que esta pode ser usada de maneira incorreta como, por exemplo, a aluno da graduação que transcreve na íntegra um artigo da internet e diz que este é de sua autoria. Nós como futuros educadores, temos o grande desafio de ensinar nossos alunos a usar bem este recurso. Como fazê-lo?