segunda-feira, 18 de junho de 2007

Pedagogia Interativa

“A convicção de que a aprendizagem é um processo de construção discente baseada nas interações explica a centralização do aluno no processo de aprendizagem. (...) O professor não é somente ator na rede de interações, mas sobretudo autor. Ele provoca e disponibiliza a rede de interações, tomando por base os fundamentos da interatividade. É nessa materialidade comunicacional que ele expressa sua autoria. Aliás, manter essa materialidade, essa ambiência, já constitui sua autoria”.

O autor, com a definição de “Pedagogia Interativa”, quer aplicar um dos propósitos da implantação de novas tecnologias na Educação: oferecer aos educadores as condições conceituais e materiais para que vivenciem, no seu cotidiano, a pedagogia da autoria.

Há diversos trabalhos sobre Pedagogia Interativa e aplicação de Novas Tecnologias em sala de aula. Vejamos como a concepção de programas de Formação Continuada em Novas Tecnologias na Educação implica uma formatação inovadora. Vilches (2003, pág. 24) chama a atenção sobre os efeitos da interatividade propiciada pelas tecnologias digitais ao afirmar que:

“A interface não é um complemento de ver, como o controle remoto: é o centro da interação, a verdadeira zona de produção das novas relações sociais que regerão o uso da comunicação digital. Desse modo, a interatividade permite aos usuários usarem as mídias para organizar seu espaço e seu tempo, e não o inverso, como acontecia com os meios tradicionais baseados na manipulação das imagens e dos sons, a partir de um centro emissor”.

De acordo com a proposta metodológica, e a exemplo do que ocorre na TV na Escola e os Desafios de Hoje, cada módulo deveria conter, em si próprio, o aspecto teórico, de exploração das linguagens específicas à tecnologia ou conteúdo tratado, e suas interseções com o ambiente social, os seus impactos no âmbito educativo e, por último, sua apropriação pelo educador como ferramenta de autoria e de formação de autores.
As três dimensões descritas deveriam ter como ponto de partida um desafio, uma situação que remetesse o educador para seu cotidiano e exigisse dele algum tipo de intervenção. Todo o percurso de aprendizagem deveria ter, como ponto de chegada, uma proposta de atuação que constituiria objeto de análise e reflexão para o educador.

Outro exemplo de aplicação é a implementação de novas tecnologias na UAB (Universidade Aberta do Brasil) e instituições de nível superior em geral. O Programa de Educação Continuada Mídias na Educação é, em primeiro lugar, uma oportunidade de preparação de tutores e outros profissionais ligados à produção e à implementação dos novos cursos, sem custos de elaboração de programas específicos.
Há, também, uma possibilidade de inserção dos conteúdos em seus programas de graduação, pós-graduação e extensão.
As estratégias didático-pedagógicas do programa Mídias na Educação podem inspirar e orientar os autores dos programas da UAB no desenho de seus cursos.
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Questão: Nas resenhas anteriores, procurou-se destacar sempre a preocupação com o público a qual estaria se aplicando a implementação de novas tecnologias. Este texto, além disto, enfoca a formação e o papel do educador. Como as novas tecnologias podem contribuir para a formação dos "autores" que o texto faz referência?

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Resenha sobre o texto “Dinamizadores de Inteligência Coletiva”

O texto “Dinamizadores de Inteligência Coletiva” contrapõe totalmente o sistema conservador de ensino. Ele substitui a figura do “professor” do sistema tradicional pela figura do “dinamizador da inteligência coletiva”.
Este texto foi desmembrado em 05 elementos diferentes, que procurarei fazer uma breve análise:
01. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber: Significa dizer que o dinamizador tem que se preocupar em instigar o seu grupo a desenvolver diferentes caminhos na solução de um determinado problema, não se preocupando com o resultado final, como é feito no sistema tradicional. O dinamizador passa a ser um companheiro e não mais aquela figura “opressora” ou “onipotente”. Ele está ali para ser mais um alternativa para o desenvolvimento dos membros do seu grupo.
02. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes: O dinamizador não pode ser aquele instrutor que toma conta de uma sala de 40 alunos, querendo satisfazer à expectativa de todos. Ele tem que trabalhar com grupos escolares (equipes), respeitando as suas diferenças e desenvolver projetos. Cada integrante do grupo une sua experiência, contribuindo para o todo, não havendo nem a necessidade do líder, pois cada membro da equipe se soma.
03. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes, integrando as múltiplas competências dos estudantes com base em diagnósticos permanentes: É o complemento do item anterior. Aqui cabe salientar que a existência da nota torna-se pouco importante. Ela é usada, ao menos, como instrumento de classificação e de controle dos estudantes. As provas são realizadas com consulta. Seu maior objetivo é diagnosticar permanentemente o trabalho realizado pelos grupos, substituindo a avaliação tradicional realizada pela atribuição de notas.
04. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes, integrando as múltiplas competências dos estudantes com base de diagnósticos permanentes, convidando ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas realizadas: Neste novo modelo, a interdisciplinaridade não poderia estar de fora. O exemplo da robótica citado no texto, descreve a idéia que este item quer nos passar: os alunos da quinta série já discutiam sobre inércia e atrito, conteúdo que eles só veriam, talvez, na oitava série.
05. O dinamizador da inteligência coletiva é responsável pelo gerenciamento de processos de construção cooperativa do saber, transformando grupos escolares heterogêneos em comunidades inteligentes, flexíveis, autônomas e felizes, integrando as múltiplas competências dos estudantes com base de diagnósticos permanentes, convidando ao diálogo interdisciplinar e intercultural nas pesquisas realizadas, promovendo a abertura dos espaços e dos tempos de aprendizagem para além da sala de aula e estimulando a comunicação interpessoal por meio da pluralidade de linguagem e expressões: Neste item há a inserção de um novo conceito: a educomunicação. Significa o diálogo interpessoal com a produção de trabalhos que incluam a proliferação de recursos de mídias. Este tipo de trabalho desenvolve nas crianças ou nos alunos, um raciocínio lógico e crítico. Isto está evidenciado no fato da autora citar em certa passagem do texto a atitude das crianças queriam negociar o próprio lanche, questionado o valor cobrado pelo mesmo. É o início do surgimento da consciência subjetiva.

Questão: O texto lido e analisado é, sem sombra de dúvidas, inovador. Mas para chegarmos a desenvolver este tipo de trabalho, há muitas resistências por parte do sistema tradicional de ensino. Quais seriam os exemplos destas resistências?

As Novas Tecnologias na Educação à Distância

A aplicação de novas tecnologias na Educação a Distância (EAD), especialmente aquelas ligadas à Internet, vem modificando o panorama dentro deste campo de tal modo que seguramente podemos falar de uma EAD antes e depois da Internet. Antes da Internet tínhamos uma EAD que utilizava apenas tecnologias de comunicação de um-para-muitos (rádio, TV) ou de um-para-um (ensino por correspondência). Via Internet temos as três possibilidades de comunicação reunidas numa só mídia: um-para-muitos, um-para-um e, sobretudo, muitos-para-muitos. É esta possibilidade de interação ampla que confere à EAD via Internet um outro status e vem levando a sociedade a olhar para ela de uma maneira diferente daquela com que olha outras formas de EAD.
Durante muito tempo educação a distância foi considerada, para usar as palavras do filósofo francês Pierre Lévy, uma espécie de "estepe" do ensino, utilizada principalmente quando outras modalidades de educação falhavam.
Se o sistema educacional convencional falhava em proporcionar escolaridade mínima a uma parcela significativa da população, então a educação a distância era chamada para suprir esta lacuna. Com isto, a sociedade se acostumou a olhar para a EAD como uma educação "de segunda categoria", a ser utilizada especialmente por aqueles que não tiveram oportunidade de uma educação presencial convencional. A linguagem e o formato dos programas de EAD por meio do rádio e da televisão mostravam que eles estavam dirigidos para uma parcela economicamente desfavorecida da sociedade, muitas vezes excluída do sistema educacional.
De repente, chega a Internet e os congressos e encontros de Educação a Distância lotam de gente interessada em conhecer as novas tecnologias a ela aplicadas. Jornais e revistas começam a dar destaque a projetos de escolas e universidades virtuais. E isto não é um fenômeno isolado, brasileiro. Mundialmente as melhores e mais caras universidades começam a montar seus campi virtuais e a oferecer Educação a Distância via Internet.
De um lado está o “charme” e o apelo da novidade: hoje tudo o que envolve Internet chama a atenção. De outro lado há a percepção clara de que estamos diante de uma tecnologia que permite coisas impensáveis em outras modalidades que utilizam outras tecnologias, como, por exemplo, a formação de comunidades virtuais de aprendizagem colaborativa, isto é, comunidades compostas por pessoas que estão em diversas partes do mundo e que interagem todas com todas sem que necessariamente estejam juntas ou conectadas na mesma hora e no mesmo lugar - em modo assíncrono, como dizem os especialistas.
Uma mensagem pode ser enviada num determinado horário para um grupo de 30 ou 40 pessoas que a lerão cada uma num horário diferente e a ela reagirão também cada uma no seu tempo, sustentando-se um debate por dias seguidos. Via Internet pode-se experimentar aprender junto com outros, interagindo com muitos, independente do tempo e do lugar de cada um.

Questão: O autor destaca no seguinte trecho: “Os pesquisadores e estudantes do mundo inteiro trocam idéias, artigos, imagens, experiências ou observações em conferências eletrônicas organizadas de acordo com os interesses específicos. Informatas de todas as partes do planeta ajudam-se mutuamente para resolver problemas de programação. O especialista de uma tecnologia ajuda um novato enquanto um outro especialista o inicia, por sua vez, em um campo no qual ele tem menos conhecimento...”.
Neste trecho destaca a interatividade como peça fundamental da educação. Mas se sabe que esta pode ser usada de maneira incorreta como, por exemplo, a aluno da graduação que transcreve na íntegra um artigo da internet e diz que este é de sua autoria. Nós como futuros educadores, temos o grande desafio de ensinar nossos alunos a usar bem este recurso. Como fazê-lo?

domingo, 18 de março de 2007

O advento de novas tecnologias na escrita e na leitura

Os dois textos baseiam-se na mesma idéia: a avanço das novas tecnologias e a passagem do texto escrito e impresso para texto eletrônico.
A Internet, por exemplo, está trazendo inúmeras possibilidades de pesquisa para professores e alunos, dentro e fora da sala de aula. A facilidade de, digitando duas ou três palavras nos serviços de busca, encontrar múltiplas respostas para qualquer tema é uma facilidade deslumbrante, impossível de ser imaginada há bem pouco tempo. Isso traz grandes vantagens e também alguns problemas.
As utilidades das novas tecnologias são inúmeras e sempre estão possibilitando novas facilidades que melhoram nosso trabalho, estudo e lazer. Portanto, nossos hábitos acabam mudando e, com eles, consequentemente, nossos comportamentos. A leitura é, de fato, uma atividade variável por essência, ela se constitui num conjunto de práticas e condições individuais e sociais: contextos, materiais, tipos de textos; tudo pode influir e variar as interpretações. Nos suportes virtuais, a leitura também se transforma e adquire novas estruturas, significados e ações, promovendo alterações nos modos de ler, descrever e analisar.
Esses suportes virtuais determinaram novas organizações textuais e novas configurações visuais de páginas e tendem a modificar a relação do leitor com o texto. Antes o corpo textual apresentava marcas, referências, notas de rodapé, títulos, etc; hoje, algumas permanecem, outras adquiriram mais expressão: movimento, imagens e sons. A nova concepção é chamada de hipertexto. Nele o leitor não respeita nem possui caminhos lineares de leitura, ele se submete a “linkagens”, ele intervém, modifica, reescreve o texto lido, se torna co-autor de novos textos.
Nesta mudança, o contato corporal do manuseio de folhas de jornais e livros é totalmente perdido, apresenta distanciamento no momento em que se vale de outros elementos (tela, mouse, teclado) para configurar e mudar de páginas. A sua leitura ainda é cansativa, talvez por que pretendemos, todavia, possuir uma visão geral do texto. A informação também deixa muito a desejar quanto a requisitos como: conteúdo (qualidade, veracidade e consistência), processos de transmissão (lentos, limitados, incompatíveis), durabilidade (variável - permanente armazenamento, perecível sustento), acesso (restrito, conhecimento necessário, equipamento atualizado), saturação (de informação = pouco tempo de reflexão -imediatismo-), interação cultural (marcada por barreiras de idioma, o próprio meio é universalizado em uma única língua, o inglês)...
Mas ainda há metas a serem alcançadas, o meio é jovem e potencializando suas vantagens: quantidade, diversificação, rapidez, comunicação e interação de ponto a ponto ou grupal a distância (mais barata que a convencional), amplificação de mensagens, translado físico desnecessário, etc; pode-se fazer da internet uma ferramenta de geração de novos conhecimentos. As iniciativas de converter a informação que transita virtualmente para encontrar novas soluções, desenvolver e melhorar produtos, serviços e encontrar novos métodos de trabalho, estão baseadas, por enquanto, em vontades individuais quase imperceptíveis e que não são realizadas freqüentemente.
Por este motivo, podemos dizer que não conhecemos nem as verdadeiras nem todas as possibilidades que a “Grande Rede” pode representar em nossas vidas. No entanto, mesmo com a globalização e a presença da internet, o livro vai continuar sendo, por muito tempo, o ponto crucial do nosso aprender. Seus formatos mudaram e o continuarão a fazer, mas o encontro com a imaginação que o livro proporciona é insubstituível sem dizer a sua versatilidade, fácil transporte e custo baixíssimo, sem fios nem restrições. A internet, como outras tecnologias, precisa se somar às antigas, pois, só desta forma, nenhuma terá o limite de vida útil decretado, apesar de sofrerem modificações.

Pergunta sobre o texto:

Quero destacar a seguinte passagem sobro o texto “O Numérico como sonho de Universal”: “Você adota um comportamento de compreensão, de dentro. Comportamentos de resistência nascerão também, visando ocupar os “nichos”. Quanto mais generalizada a revolução eletrônica for, mais surgirão comportamentos de diferenciação e de exceção. O vigor da bibliografia, insensível à revolução eletrônica, prova que o livro permanece uma entidade viva, já que ele passa de mão em mão e é colecionado.”

Procurei na minha resenha demonstrar o atual embate entre a cultura de cultivação das obras impressas e o advento das novas tecnologias, principalmente o uso da Internet. Analisando de modo geral a resenha dos colegas lanço a seguinte questão:

Será que o prazer da leitura que tínhamos quando líamos gibis, por exemplo, já não o encontramos nos dias atuais, devido à Internet?